O Governo quer mais tempo para concluir os estudos sobre a viabilidade do Campo de Tiro da Força Aérea Portuguesa (FAP) em Alter do Chão e já pediu ao Parlamento uma extensão do prazo, que poderá variar entre seis meses e um ano.
A informação foi avançada pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, na última Comissão de Defesa, após perguntas dos deputados eleitos por Portalegre, Luís Moreira Testa (PS) e João Lopes Aleixo (Chega).
Nuno Melo garantiu que nada está definido quanto à localização do campo de tiro, e adiantou que caso venha a ser instalado em Alter do Chão, quer ouvir primeiro os proprietários de terrenos e agricultores, bem como o poder local.
O ministro da Defesa disse ainda que, se o campo de tiro ficar instalado em Alter do Chão, os valores que vão ser pagos aos proprietários na sequência das expropriações, será “um valor justo”.
Por último, Nuno Melo sublinhou que, caso os estudos revelem que Alter do Chão não é a melhor opção, o Governo terá de partir para outra solução.
A 11 de março, o ministro anunciou a escolha de Alter do Chão para acolher o Campo de Tiro da FAP, que terá de sair de Alcochete devido à construção do novo aeroporto Luís de Camões, no entanto não foi detalhado o local exato e a eventualidade de poder abranger concelhos vizinhos, mas, segundo o ministro da Defesa, a valência terá uma dimensão de cerca de 7.500 hectares.
