O Ministério da Justiça anunciou hoje que procedeu à reavaliação das necessidades de segurança do Tribunal de Ponte de Sor, na Comarca de Portalegre, e que estão em curso várias medidas para reforçar a proteção do edifício e dos seus utilizadores.
Segundo o comunicado do Ministério da Justiça, a análise atualizada teve em conta o crescimento populacional do município e o aumento de ocorrências registadas no tribunal, fatores que justificaram a integração do edifício no contrato nacional de vigilância e segurança humana.
O Ministério confirma que o tribunal passou a dispor, desde março de 2026, de vigilância permanente, algo que não existia anteriormente. Com esta alteração, estão agora a avançar procedimentos para a instalação de um pórtico de segurança à entrada, bem como para a reativação das celas do edifício, que tinham sido desativadas no passado.
O comunicado é divulgado na sequência da fuga de um arguido, ocorrida na quarta‑feira, durante a preparação de um interrogatório judicial. O homem, de 37 anos, detido por suspeitas de tentativa de homicídio, conseguiu evadir‑se do interior do tribunal, levando a uma perseguição policial em que foram efetuados vários disparos por militares da GNR. O edifício chegou a ser encerrado por motivos de segurança.
A situação reacendeu críticas sobre a falta de meios de vigilância no local, tema que já tinha sido levantado pelo juiz presidente da Comarca de Portalegre, que alertara para episódios recentes de distúrbios e agressões envolvendo grupos rivais nas imediações do tribunal.
Partidos como PS e Chega já solicitaram esclarecimentos adicionais à ministra da Justiça, classificando o caso como “grave” e exigindo garantias de que falhas semelhantes não voltarão a ocorrer.
