O presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, afirmou esta segunda‑feira que não pode ser favorável à instalação do novo Campo de Tiro da Força Aérea no Alto Alentejo, defendendo que, para o seu concelho, “não há nada” de benéfico associado ao projeto.
Em declarações à Rádio Portalegre, o autarca sublinhou os impactos mais negativos que recaem diretamente sobre o território de Monforte, destacando “a perda de terrenos agrícolas de particulares e zonas de caça” como uma das principais preocupações.
Miguel Rasquinho acrescenta que continua por esclarecer “como é que se vai resolver a questão do gasoduto de alta pressão que atravessa o concelho de Monforte”, elemento que considera determinante na avaliação da localização proposta pelo Governo.
O autarca recorda ainda que existe investimento privado previsto para o setor do turismo em Monforte, sublinhando que a proximidade de um campo de tiro poderá afetar a atratividade do concelho.
As declarações de Miguel Rasquinho juntam‑se às reservas já manifestadas por outros autarcas, agricultores e empresários da região, num momento em que cresce a contestação à transferência do Campo de Tiro atualmente instalado em Alcochete para o Alto Alentejo.
A 11 de março deste ano, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, anunciou que o campo de tiro de Alcochete vai ser transferido para o concelho de Alter do Chão, devido à construção do novo aeroporto Luís de Camões.
A zona abrangida pelo futuro campo de tiro, cerca de 7500 hectares, deverá estender‑se aos concelhos limítrofes, entre os quais Monforte, ampliando o perímetro de intervenção e os terrenos sujeitos a condicionamentos.
