Portalegre: bancas cheias, corredores vazios – o retrato da crise no Mercado Municipal

O valor do cabaz de alimentos monitorizado pela Deco‑Proteste, composto por 63 produtos essenciais do dia a dia dos portugueses, subiu 20 euros desde o início do ano.

Segundo Nuno Figueiredo, da Deco‑Proteste, o cabaz “tem vindo a aumentar semana após semana, para números nunca vistos”, ultrapassando atualmente os 261 euros.

Carne, peixe, legumes, frutas, cereais e outros bens básicos continuam a encarecer, pressionando o orçamento das famílias.

Esta pressão sente‑se no terreno. Às quartas‑feiras e aos sábados, abrem as bancas no Piso 0 do Mercado Municipal de Portalegre e enchem‑se de produtos, mas o mesmo já não se pode dizer dos clientes.

A subida generalizada dos preços refletida no cabaz alimentar e agravada pelos custos de transporte e combustíveis está a afastar consumidores.

Numa visita da Rádio Portalegre ao mercado, os vendedores foram claros: as quebras de vendas são as maiores de que há memória. À quarta‑feira, o dia quase não compensa abrir. Ao sábado, há mais movimento, mas longe do que já foi.

Com cada aumento, mais famílias reduzem compras e levam apenas o essencial.

Num tempo em que até o essencial pesa no bolso, o Mercado Municipal de Portalegre sente o impacto direto do aumento dos preços: menos clientes, menos compras e mais incerteza sobre o futuro.

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